O Impacto Invisível das Notícias Falsas: O Que Você Precisa Saber Para Proteger Sua Opinião

webmaster

가짜뉴스가 여론에 미치는 영향 - **Prompt 1: The Labyrinth of Disinformation**
    "A person, appearing as a young adult (male or fem...

Olá, pessoal! Como vocês estão? No mundo digital de hoje, a informação viaja na velocidade da luz, mas, infelizmente, nem tudo o que lemos ou vemos é verdade.

As “fake news” se tornaram uma sombra constante em nossas vidas, e eu, que estou sempre atenta ao que circula por aí, tenho notado o quanto elas conseguem distorcer a nossa percepção da realidade e, pior, influenciar a opinião pública de maneiras que nem imaginamos.

Lembram-se de como notícias falsas sobre saúde se espalharam durante a pandemia, ou como podem mudar a narrativa em períodos eleitorais? É assustador pensar que algo tão simples quanto um boato pode causar danos reais, abalar a confiança em instituições e até mesmo incitar conflitos.

Em Portugal, por exemplo, a preocupação com a desinformação é grande, com muitos sentindo dificuldade em distinguir o que é real do que não é, especialmente com a ascensão das redes sociais e, mais recentemente, da Inteligência Artificial.

Já imaginaram o impacto dos ‘deepfakes’, que conseguem criar vídeos e áudios quase indistinguíveis da realidade, tornando a mentira ainda mais convincente?

A verdade é que estamos numa era onde o ceticismo digital é quase uma necessidade, e precisamos estar mais preparados do que nunca para questionar o que nos é apresentado.

A desinformação não é apenas um problema de quem a cria; é um desafio para todos nós, que consumimos e partilhamos conteúdo diariamente. A UNESCO, por exemplo, já alertou que a desinformação é o principal risco global para os próximos anos, superando até as alterações climáticas em termos de preocupação.

Isso me faz pensar: como podemos proteger a nossa mente e a nossa comunidade dessa onda de falsidades? Será que estamos fazendo a nossa parte para não sermos agentes dessa propagação?

Sinto que é crucial desenvolvermos um senso crítico apurado para navegar neste mar de informações. Vamos desvendar juntos os meandros desse fenómeno e entender como ele molda o nosso dia a dia e o futuro da nossa sociedade.

Abaixo, vamos aprofundar este tema e descobrir estratégias para nos protegermos!

A Teia da Desinformação: Entendendo o Fenómeno Que Nos Cerca

가짜뉴스가 여론에 미치는 영향 - **Prompt 1: The Labyrinth of Disinformation**
    "A person, appearing as a young adult (male or fem...

Navegar no mundo digital de hoje é quase como andar num labirinto, não é mesmo? A cada clique, somos bombardeados com informações de todos os lados e, sinceramente, distinguir o que é real do que é pura invenção tem-se tornado uma tarefa hercúlea. Eu mesma já me deparei com notícias que, à primeira vista, pareciam totalmente credíveis, mas que depois de uma pesquisa rápida, se revelaram completamente falsas. É assustador pensar que, em Portugal, 72% dos inquiridos de um estudo recente confessam ter dificuldade em distinguir entre notícias verdadeiras e falsas. Isso é muita gente a sentir-se perdida! A desinformação não é apenas um pequeno incómodo; é um problema sério que mina a nossa capacidade de tomar decisões informadas, seja sobre o que comemos, em quem votamos ou até como cuidamos da nossa saúde. E o pior é que, como uma epidemia silenciosa, ela se espalha e pode afetar a saúde mental, gerando ansiedade e desconfiança profundas.

A Anatomia da Notícia Falsa: Como Reconhecer os Sinais

Já repararam como algumas notícias parecem feitas para nos provocar uma reação imediata? Aqueles títulos bombásticos, imagens chocantes ou apelos emocionais intensos… Pois é, muitas vezes, são táticas para nos levar a partilhar sem pensar duas vezes. A desinformação não é um erro acidental; é muitas vezes criada com um propósito, seja para manipular a opinião pública, causar discórdia ou até para enganar financeiramente. Pelo que tenho observado, as notícias falsas tendem a ter certas características: uma fonte pouco clara ou totalmente desconhecida, um tom sensacionalista que apela mais à emoção do que à razão, e por vezes, até erros de português ou formatação estranha. É como se a pressa em espalhar a mentira não desse tempo para polir a embalagem. Em Portugal, a política é o tema sobre o qual os portugueses mais encontram desinformação.

Deepfakes e a Nova Fronteira da Manipulação

Se as notícias falsas já eram um desafio, os deepfakes vieram elevar o nível da dificuldade. Confesso que quando vi os primeiros exemplos, fiquei boquiaberta. É impressionante como a Inteligência Artificial consegue criar vídeos e áudios tão realistas que é quase impossível distingui-los do que é verdadeiro. Lembram-se do caso da Taylor Swift? Pois é, a cantora foi alvo de imagens pornográficas falsas, o que mostra o quão séria e perigosa esta tecnologia se tornou. Em Portugal, os deepfakes já são uma realidade e estão a afetar cidadãos comuns, não só celebridades. O mais assustador é que esta tecnologia, antes vista como uma curiosidade, evoluiu para uma ferramenta de violência digital em larga escala, capaz de manipular discursos, comprometer reputações e até ser usada para extorsão. A ameaça é tão real que empresas já sofreram perdas financeiras avultadas devido a fraudes com deepfakes em videochamadas. É um cenário que me faz pensar muito sobre o futuro da nossa confiança no que vemos e ouvimos online.

O Palco Digital das Mentiras: Redes Sociais e a IA Como Amplificadores

Quem de nós não passa uma boa parte do dia nas redes sociais? Eu mesma adoro partilhar um bom conteúdo e conectar-me com vocês. Mas, infelizmente, estas plataformas, que nos aproximam tanto, tornaram-se também o terreno fértil ideal para a desinformação. A velocidade com que uma notícia se espalha no Facebook, Instagram, X (antigo Twitter) ou TikTok é vertiginosa, e antes que nos apercebamos, um boato já deu a volta ao mundo. Sinto que a busca incessante por engajamento e a forma como os algoritmos funcionam acabam por dar palco a conteúdos polarizados e, muitas vezes, falsos. É um ciclo vicioso onde o chocante e o sensacionalista ganham mais cliques e partilhas, amplificando o impacto de notícias falsas e deepfakes.

A Ascensão Preocupante da Desinformação Política em Portugal

Durante os períodos eleitorais, a intensidade da desinformação atinge picos que me deixam bastante apreensiva. Em Portugal, estudos recentes mostram que a desinformação política mais do que duplicou entre as eleições europeias de 2024 e as legislativas de 2025. É um aumento de 160% de casos! O mais preocupante é que os vídeos manipulados são o formato principal, seguidos de imagens estáticas, muitas vezes usadas para divulgar sondagens falsas. Eu vejo isso acontecer e fico a pensar em como isso pode influenciar o voto de quem não tem tempo ou ferramentas para verificar cada informação. Relatórios indicam que certos partidos políticos, especialmente os de extrema-direita, têm sido as principais fontes dessa desinformação, focando em temas como fraude eleitoral, corrupção e imigração. A imigração, aliás, tornou-se um tema central na discussão política em Portugal, superando a corrupção.

Inteligência Artificial: Aliada ou Inimiga na Luta Pela Verdade?

A Inteligência Artificial (IA) é uma faca de dois gumes, não é? Por um lado, ela cria os temíveis deepfakes e automatiza a disseminação de notícias falsas. Por outro, tem um potencial enorme para nos ajudar a combater a desinformação. Lembro-me de quando comecei a ver as primeiras ferramentas de verificação de factos a usarem IA; parecia ficção científica! Agora, existem plataformas que analisam o estilo de escrita, a riqueza do vocabulário, o tamanho das frases e até a quantidade de erros ortográficos para classificar se uma notícia é falsa ou verdadeira. Uma das características marcantes das fake news, por exemplo, é a elevada frequência de erros ortográficos. Há projetos em Portugal que estão a desenvolver ferramentas baseadas em IA para agilizar a deteção de notícias falsas em português e avaliar o grau de credibilidade e verificabilidade de textos. É uma esperança no meio de tanto caos, mas o desafio é enorme e o caminho ainda é longo.

Advertisement

A Desinformação na Nossa Mesa: Impactos Invisíveis no Quotidiano

Às vezes, pensamos que as notícias falsas são um problema “lá fora”, que afeta apenas a política ou eventos grandiosos. Mas a verdade é que elas entram nas nossas casas e se sentam à mesa connosco. A forma como a desinformação se infiltra no nosso dia a dia é subtil, mas profundamente impactante. Desde as dicas de “saúde” milagrosas que vemos nas redes sociais, que podem ser perigosas, até aos boatos sobre produtos que consumimos, tudo pode ser afetado. Eu, pessoalmente, já me peguei a questionar se certas informações que recebo de amigos ou familiares são realmente verdadeiras, e isso gera um cansaço mental que antes não sentia.

O Preço Invisível: Saúde Mental e Desinformação

Confesso que este é um tópico que me toca bastante. O constante bombardeio de notícias, muitas delas falsas ou sensacionalistas, tem um impacto real na nossa saúde mental. A Ordem dos Psicólogos de Portugal já alertou que a desinformação pode gerar problemas de saúde mental, incluindo ansiedade, desespero e até levar a comportamentos desajustados. Imagina a frustração de alguém que segue um conselho de saúde “alternativo” que viu online e que não funciona, atrasando o tratamento correto? É uma situação delicada, onde a procura de apoio em fontes pouco fiáveis oferece “soluções rápidas” para problemas profundos, gerando culpa e agravamento dos sintomas. É crucial que tenhamos consciência de que a sobrecarga de informação, especialmente a de má qualidade, pode ser tóxica para o nosso bem-estar psicológico. É como uma poluição sonora constante na nossa mente, que nos impede de pensar com clareza e de sentirmo-nos em paz.

A Erosão da Confiança e a Polarização Social

Uma das consequências mais graves da desinformação é a forma como ela destrói a confiança. Confiança nas instituições, nos meios de comunicação e, infelizmente, uns nos outros. Em Portugal, a confiança no jornalismo tem vindo a decrescer, com muitos a afirmarem que deixaram de confiar num meio de comunicação após detetarem que este propagou desinformação. E não é para menos! Quando as notícias são manipuladas para criar divisões, para nos fazer duvidar do que é evidente, a sociedade começa a fragmentar-se. O “Digital News Report Portugal 2024” mostrou que a preocupação dos portugueses com o que é real ou falso na internet é maior (72%) do que a média global (59%). Isso é um sinal claro de que estamos num ponto crítico. A polarização política, alimentada por narrativas falsas, torna-se mais intensa, e o diálogo construtivo fica cada vez mais difícil. Sinto que, se não nos protegermos, estaremos a construir muros invisíveis entre nós.

O Nosso Escudo Pessoal: Ferramentas e Estratégias Para a Verdade

Diante de tanta desinformação, a boa notícia é que não estamos desarmados! Existem muitas coisas que podemos fazer para nos protegermos e, mais importante, para não sermos parte do problema. Acredito firmemente que o primeiro passo é desenvolvermos um “ceticismo digital” saudável. Não é sobre desconfiar de tudo, mas sim sobre questionar e verificar antes de aceitar ou partilhar. Lembro-me de uma vez, um amigo partilhou uma notícia alarmante no WhatsApp. Antes de sequer ler, a imagem me parecia estranha. Decidi procurar a fonte e descobri que era de um site completamente desconhecido, sem credibilidade. A partir daí, passei a ser mais rigorosa, e essa atitude mudou a minha experiência online. É uma responsabilidade que todos temos, como cidadãos digitais. A literacia mediática é a nossa melhor arma!

Verificação de Factos: Agências e Iniciativas em Portugal

Felizmente, temos à nossa disposição várias ferramentas e agências dedicadas à verificação de factos (o famoso “fact-checking”) que nos ajudam a distinguir o trigo do joio. Em Portugal, temos iniciativas muito importantes, como o Polígrafo, que até lançou um projeto de combate à desinformação para jovens, o Teen Fact-Checking Network (TFCN), para envolver a nova geração nesta luta. Há também o projeto “ContraFake” da Lusa, que utiliza inteligência artificial para detetar notícias falsas e verificar factos em português. Outras agências, como a SIC Notícias, o Público e o Expresso, são referências em que muitos confiam.

Confira algumas das principais iniciativas e ferramentas que nos podem ajudar:

Nome da Iniciativa/Ferramenta Descrição Breve Foco Principal
Polígrafo Agência de verificação de factos portuguesa. Notícias, política, saúde em Portugal.
Projeto “ContraFake” (Lusa) Utiliza IA para deteção e verificação de notícias falsas em português. Desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e análise de fontes.
Detector de Fake News (USP/UFSCar) Ferramenta online que classifica notícias em português como verdadeiras ou falsas com IA. Análise de estilo de escrita, vocabulário, erros ortográficos.
IBERIFIER Observatório Ibérico de Média Digitais, monitoriza a desinformação em Portugal, Espanha e UE. Análise de campanhas de desinformação, política.
Cidadão Ciberinformado (CNCS na Plataforma NAU) Curso online para melhorar a literacia mediática. Educação sobre fake news, como se propagam e como verificar.

Dicas Práticas para o Consumidor de Notícias Consciente

가짜뉴스가 여론에 미치는 영향 - **Prompt 2: Deepfakes and the Digital Mask**
    "A close-up of a human face, with diverse features,...

Para mim, o mais importante é cada um de nós fazer a sua parte. Aqui ficam algumas dicas que eu sigo à risca e que me ajudam muito a navegar neste mar de informações:

  • Verifique a Fonte: Antes de tudo, pergunte-se: “Quem publicou isto?”. É um meio de comunicação credível? É um site desconhecido ou um blog pessoal sem referências? Muitas vezes, um olhar atento ao URL já diz muito.
  • Leia Além do Título: Títulos sensacionalistas são iscos. Leia o artigo completo, veja se os argumentos são consistentes e se há provas para as afirmações. Eu já me enganei por só ler o título e tirar conclusões precipitadas!
  • Cruze Informações: Se a notícia é importante, procure-a em várias fontes. Se só um site obscuro a publicou, desconfie. Fontes de qualidade geralmente corroboram as mesmas informações.
  • Analise as Imagens e Vídeos: Ferramentas de pesquisa reversa de imagens podem ajudar a verificar se uma foto foi manipulada ou usada fora de contexto. Para vídeos, especialmente os deepfakes, preste atenção a detalhes como movimentos não naturais, sincronização labial e iluminação.
  • Pense Antes de Partilhar: Esta é a regra de ouro! Se tem dúvidas, não partilhe. O nosso clique e a nossa partilha podem ser o último elo na corrente da desinformação. O projeto “ContraFake” da Lusa, por exemplo, é um ótimo recurso para nos ajudar a verificar antes de partilhar.
  • Invista na Literacia Mediática: Procure cursos e materiais que o ajudem a entender melhor o fenómeno da desinformação. O curso “Cidadão Ciberinformado” do Centro Nacional de Cibersegurança na Plataforma NAU é um excelente ponto de partida.
Advertisement

O Impacto Silencioso: Como a Desinformação Molda a Nossa Sociedade

A desinformação, muitas vezes, age de forma insidiosa, quase invisível, mas os seus efeitos na sociedade são profundos e duradouros. É como um rio que, gota a gota, vai erodindo a rocha. Já repararam como as discussões se tornam mais acaloradas, as pessoas menos dispostas a ouvir opiniões diferentes? Sinto que a desinformação contribui para isso, criando “bolhas de informação” onde só ouvimos aquilo que queremos acreditar, solidificando preconceitos e distanciando-nos da realidade partilhada. Em Portugal, a preocupação com o que é real ou falso na internet é significativamente alta, um sinal de que estamos a sentir essa erosão na nossa pele.

Minando a Democracia e a Participação Cívica

Este é, para mim, um dos maiores perigos. Uma democracia saudável depende de cidadãos informados, capazes de debater e tomar decisões conscientes. Quando a desinformação se espalha, a capacidade de discernimento é comprometida, e as pessoas podem ser levadas a apoiar ideias ou candidatos baseados em falsidades. Lembram-se de como notícias falsas sobre imigração foram amplificadas nas últimas campanhas eleitorais em Portugal, tornando-se o único tema com dimensão considerável em alguns contextos? Isso mostra como a desinformação pode desviar o foco de questões essenciais e manipular a agenda pública. A desconfiança nas instituições governamentais também é uma vulnerabilidade forte em Portugal, o que torna a sociedade mais permeável a narrativas falsas que visam desestabilizar. Quando a verdade é posta em causa, a própria base da nossa sociedade democrática treme.

Ameaça à Coesão Social e à Segurança Coletiva

Para além da política, a desinformação tem o poder de criar divisões sociais profundas. Notícias falsas sobre grupos minoritários, religiões ou até sobre temas científicos podem incitar ao ódio e à discriminação. É assustador pensar que um boato pode levar a conflitos e violência. A minha maior preocupação é ver como a IA, por exemplo, pode ser instrumentalizada para promover a subjugação e o controlo, como no caso dos deepfakes usados para humilhar e intimidar mulheres. Estes ataques digitais não são apenas violações de privacidade; são ataques diretos à integridade e segurança, que podem ter consequências muito reais na vida das pessoas. Se não agirmos para fortalecer a nossa resiliência à desinformação, corremos o risco de ver a nossa sociedade menos coesa, mais polarizada e, em última instância, menos segura para todos.

A Nossa Pegada Digital: Sendo Parte da Solução

Depois de tudo o que conversámos, fica claro que a desinformação não é um problema que se resolve sozinho. É uma responsabilidade partilhada, e cada um de nós tem um papel fundamental nesta luta. Eu acredito que a nossa “pegada digital”, ou seja, o rasto que deixamos online com as nossas partilhas e interações, deve ser uma pegada de responsabilidade e de verdade. Não podemos ser apenas consumidores passivos de informação; precisamos ser guardiões ativos da integridade do ambiente digital.

O Papel Crucial da Literacia Mediática para Todos

A literacia mediática, para mim, é a chave. É mais do que saber usar a internet; é sobre entender como a informação é produzida, distribuída e consumida, e como podemos avaliá-la criticamente. Sinto que deveria ser ensinada desde cedo nas escolas, mas também em cursos para adultos, porque nunca é tarde para aprender. Em Portugal, há uma lacuna entre o desenvolvimento tecnológico e o conhecimento real dos utilizadores sobre os riscos da navegação online e nas redes sociais. Isso significa que muitas pessoas estão expostas sem as ferramentas necessárias para se protegerem. Iniciativas como os cursos de literacia mediática, como o “Cidadão Ciberinformado” do Centro Nacional de Cibersegurança, são vitais para capacitar as pessoas a identificar fontes confiáveis, reconhecer padrões de desinformação e verificar conteúdos antes de partilhar. Ao fazermos isso, estamos não só a proteger-nos a nós, mas também a fortalecer toda a comunidade.

A Responsabilidade Coletiva na Construção de um Futuro Informado

O combate à desinformação exige um esforço conjunto. Não basta que alguns poucos verifiquem; é preciso que todos estejam alerta. Precisamos de governos com políticas claras, empresas de tecnologia que assumam a sua responsabilidade e desenvolvam ferramentas mais eficazes para filtrar a desinformação, e de meios de comunicação social que mantenham o seu compromisso com a verdade e a ética. Eu vejo, por exemplo, a União Europeia com várias iniciativas e projetos financiados para combater a desinformação, incluindo a criação de um Sistema de Alerta Rápido. Em Portugal, o Observatório da Comunicação (OberCom) e o IBERIFIER também estão a fazer um trabalho fundamental na monitorização e estudo do fenómeno. Mas, no final do dia, a mudança começa em cada um de nós. Ao cultivarmos o hábito de questionar, verificar e partilhar com responsabilidade, estamos a contribuir para um ambiente digital mais saudável e uma sociedade mais resiliente. É um trabalho contínuo, mas que vale a pena, para que a verdade possa sempre prevalecer.

Advertisement

A Concluir

Chegamos ao fim desta nossa conversa sobre um tema tão complexo e que, como vimos, afeta diretamente as nossas vidas. Sinto que é crucial mantermos a guarda alta, mas sem desespero. A desinformação é um desafio enorme, sim, mas não estamos sozinhos nesta luta. Pelo que observei e vivenciei, a união de esforços, a literacia e o pensamento crítico são as nossas maiores armas. Quero mesmo acreditar que, juntos, podemos construir um ambiente digital mais seguro e mais verdadeiro para todos, onde a confiança seja a base das nossas interações. Afinal, a verdade, mesmo que por vezes incómoda, é sempre o melhor caminho.

Informação Útil Para Ter Em Conta

Ao longo deste caminho digital, descobri algumas ferramentas e hábitos que mudaram a minha forma de consumir informação. Gostava de partilhar convosco algumas dessas “pérolas” que nos podem ser bem úteis neste combate diário:

1. O Polígrafo é uma referência em Portugal para a verificação de factos. Sigo-os regularmente e confio muito no trabalho que fazem.

2. O projeto “ContraFake” da Lusa, que usa inteligência artificial para detetar notícias falsas em português, é um avanço incrível e uma ajuda extra para jornalistas e cidadãos como nós.

3. A campanha #PenseAntesdePartilhar da UNESCO, em parceria com a Comissão Europeia, é um lembrete simples mas poderoso para a nossa responsabilidade antes de clicarmos em “partilhar”.

4. O curso “Cidadão Ciberinformado” do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) é um recurso gratuito e muito prático para nos ajudar a desenvolver as nossas competências de literacia mediática.

5. Acompanhar relatórios e estudos de entidades como o OberCom ou a ERC dá-nos uma visão mais clara sobre as tendências da desinformação em Portugal, incluindo o aumento expressivo que houve entre as eleições de 2024 e 2025.

Advertisement

Pontos Chave a Reter

Refletindo sobre tudo o que abordámos, parece-me que a mensagem mais importante a fixar é esta: a desinformação é um fenómeno complexo e em constante evolução, que não só manipula a nossa perceção da realidade, como também fragiliza a nossa saúde mental e a própria democracia. Os deepfakes, impulsionados pela IA, vieram complicar ainda mais o cenário, tornando a distinção entre o real e o falso cada vez mais ténue. Contudo, não estamos indefesos! O investimento na literacia mediática, a verificação de factos através de fontes credíveis como o Polígrafo e o “ContraFake”, e a nossa responsabilidade individual de questionar antes de partilhar são o nosso melhor escudo. Lembrem-se, cada um de nós tem um papel ativo na construção de um espaço digital mais transparente e fiável. É um compromisso contínuo, mas essencial para o futuro da nossa sociedade.

Perguntas Frequentes (FAQ) 📖

P: No meio de tanta informação, como é que eu, uma pessoa comum, consigo realmente saber se uma notícia é falsa ou verdadeira no dia a dia?

R: Essa é a pergunta de ouro, não é? Confesso que, mesmo para mim, que vivo neste mundo digital, às vezes é um desafio. Mas, ao longo do tempo, desenvolvi alguns hábitos que me ajudam imenso.
Primeiro, sempre desconfio de títulos muito sensacionalistas ou que me provocam uma reação emocional muito forte – alegria exagerada, raiva imediata. Pensa bem antes de clicar e, mais importante, antes de partilhar!
Depois, olho para a fonte. É um site que conheço e confio? Ou é um desses portais que nunca ouvi falar e que parece ter acabado de surgir?
Muitas vezes, um simples olhar para a URL já nos dá pistas. Outra dica valiosa é procurar a mesma informação em pelo menos duas ou três fontes de notícias credíveis em Portugal.
Se só um site está a falar disso de forma bombástica, é um grande sinal de alerta. Já me aconteceu partilhar algo no impulso porque a manchete era chocante e depois arrepender-me amargamente, percebendo que era tudo falso.
É um sentimento horrível! Por isso, o meu conselho é: respira fundo, questiona sempre e não tenhas pressa de ser o primeiro a partilhar. A pressa é inimiga da verdade, garanto-te!

P: Por que é que as notícias falsas parecem ter um “poder” tão grande em Portugal e se espalham tão rapidamente, especialmente nas redes sociais?

R: É verdade, dá a impressão que as notícias falsas têm pernas e correm mais depressa que as verdadeiras, não é? Eu tenho a minha teoria e é algo que observo muito nas minhas interações com vocês e com amigos.
As fake news tocam nas nossas emoções mais profundas – medo, esperança, indignação. Elas são desenhadas para serem apelativas, para nos fazerem sentir algo forte e, com isso, queremos partilhá-las.
Além disso, muitas vezes, elas confirmam aquilo em que já acreditamos, o que chamamos de “viés de confirmação”. Queremos acreditar no que valida as nossas ideias, e as notícias falsas exploram isso na perfeição.
Aqui em Portugal, com a quantidade de grupos de WhatsApp, Facebook e outras redes que temos, a partilha é quase automática. Recebemos, lemos por alto (se é que lemos), e clicamos no botão de “encaminhar” sem pensar nas consequências.
Sinto que essa facilidade de partilha e a tendência de as pessoas acreditarem no que lhes é apresentado sem um segundo pensamento são os combustíveis para a propagação rápida.
É uma combinação perigosa de emoção, tecnologia e, por vezes, uma falta de ceticismo digital.

P: Depois de identificar que uma notícia é falsa, qual é o meu papel enquanto cidadão? Devo apenas ignorar, denunciar, ou há algo mais que posso fazer para ajudar?

R: Essa é uma excelente pergunta e muito pertinente! E a minha resposta é: não podemos ficar de braços cruzados! O nosso papel é crucial para combater essa praga.
Primeiro, e o mais óbvio, é NUNCA partilhar. Não dês mais oxigénio a uma mentira. Se partilhas, estás a contribuir para a sua disseminação, mesmo que seja para dizer que é falsa – muitas vezes, o simples ato de partilhar dá-lhe mais visibilidade.
Segundo, denuncia! A maioria das plataformas de redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, etc.) tem ferramentas para reportar conteúdo falso. Usa-as!
Pode não parecer muito, mas se muitos de nós o fizermos, as plataformas agem. Terceiro, e para mim, o mais importante, é educar quem está à nossa volta, mas com carinho e paciência.
Eu, quando vejo um amigo ou familiar a partilhar algo que sei ser falso, tento sempre conversar, explicar porquê é falso e partilhar fontes credíveis.
Faço-o de forma gentil, sem acusar, porque sei que a maioria das pessoas não partilha por mal, mas por falta de informação ou por não saber como verificar.
É um trabalho de formiguinha, sim, mas cada um de nós pode ser um pequeno agente da verdade no nosso círculo. Pensa no impacto que essa tua ação, ou omissão, pode ter na confiança e na qualidade da informação que circula na nossa comunidade.